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Nossa viagem a Patagonia foi realizada entre dezembro de 2006 e fevereiro de 2007. Começamos a aventura na cidade de Mendoza (Argentina) e pedalamos em direção ao Pacífico, cruzando assim a Cordilheira dos Andes. Depois voltamos a Santiago do Chile e continuamos para o sul do Chile e Argentina. Nosso objetivo foi chegar (e chegamos) ao extremo Sul do nosso Continente, na Cidade de Ushuaia. Nessa jornada onde pedalamos, pegamos carona e ônibus, aprendemos muito, cometemos erros e acertos, e com esse relato gostaríamos de ajudar todos que venham a se interessar em realizar uma expedição por esses dois países.

Travessia dos Andes

A Cidade de Mendoza na Argentina foi a cidade escolhida para o início da expedição pela sua proximidade à Grande Cordilheira. De lá, optamos por uma estrada nada convencional, a Rota 52 rumo a Villavicencio, uma cidadezinha que fica encravada na Pré-Cordilheira. Sabíamos que a estrada estava em reformas, mas não estávamos preparados para o primeiro contato com o “ripio”, um tipo de pavimento muito popular na Argentina.  Apesar de toda a nossa experiencia anterior como cicloturistas, cometemos o erro de escolher pneus slick (lisos) para a aventura... O ripio é constituído por pedras soltas (parecido com a nossa brita) e uma areia grossa e fofa, e com isso o esforço em cima da bicicleta torna-se duplamente desgastante,  além de proporcionar muitas quedas e pneus furados. Fica a dica para os aventureiros que desejam percorrer esse tipo de pavimento: a utilização de pneus de moutain bike básicos. O peneu tipo slick no asfalto é muito útil, mas se tornou um pesadelo nas estradas de ripio.
A Cordilheira é um lugar fascinante e vale a pena o esforço para realizar essa travessia. As subidas são longas, mas o visual não tem preço... são realmente de tirar o fôlego.

Estradas Chilenas x Estradas Argentinas

As estradas chilenas são geralmente boas para pedalar, e as rotas principais, apesar do movimento, tem um bom acostamento. De uma maneira geral os automóveis respeitam os ciclistas nas cidade menores. Já na Capital Santiago do Chile, o papo e outro... o ciclo-turista deve tomar muito cuidado como em qualquer outra cidade grande no mundo, principalmente ao entrar e sair da cidade. Os motoristas dirigem como loucos, e muito cuidado com os caminhões! Passamos por grandes apertos, mas por sorte ficaram só no susto...

Já nas estradas argentinas, o cicloturista encontra um pouco mais de dificuldade. O acostamento é objeto de luxo, basicamente tivemos que dividir o espaço com carros e caminhões, e apesar disso,  respeito ao ciclista é muito grande!!!  O maior problema que tivemos na Argentina foi em San Carlos de Bariloche. Por se tratar de uma cidade muito popular nas férias de verão, o movimento na estrada é bem grande. A quantidade de ônibus de turismo somado aos ônibus de transporte coletivo (com esses, muito cuidado), caminhões e automóveis deixa a cidade um caos para o cicloturista.

Recepção ao cicloturista

Nós, brazucas, crescemos com a ideia de que os argentinos não gostam de brasileiros. Isso por conta da grande rivalidade nos esportes, principalmente no futebol. Durante esta viagem conhecemos realmente os argentinos e vimos que isso não passa de uma lenda! O carinho que temos pelos argentinos agora é imenso... não podemos reclamar de nada durante a passagem por este país. Sempre prontos a tornar nossa viagem ainda mais prazeirosa, principalmente ao verem que estávamos viajando de bicicleta, as pessoas não podiam ser mais hospitaleiras e prestativas. Já os chilenos são mais frios do que o argentinos e um tanto mais sérios, mas nossa passagem pelo Chile também foi ótima. Nossos vizinhos portanto deram show de hospitalidade. Fomos super bem tratados por lá.

Conclusão

 Esperamos que as nossas dicas venham a ajudar a todos os cicloturistas que se aventurem a desbravar as terras argentinas e chilenas. Estamos sempre disponíveis para contato através do nosso e-mail: euronopedal@th.com.br Gostaríamos de agradecer a todos que  colaboraram para a realizacao desta expedição, em especial ao Consulado Geral da Argentina em Florianopolis por toda força desde o início da execução do nosso então projeto.

Cicloabraços,

Sergio e Gisella.

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